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| Associação prevê redução no preço da energia eólica no leilão A-5 |
| O diretor executivo da Associação Brasileira de Energia Eólica, prevê um novo recuo no preço médio cobrado pelos geradores eólicos no leilão A-5 |
| 04/10/2011 |
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O diretor executivo da Associação Brasileira de Energia Eólica (ABEEólica), Pedro Perrelli, prevê um novo recuo no preço médio cobrado pelos geradores eólicos no leilão A-5 (para entrega a partir de 2016) que será realizado pelo governo em dezembro. Ele não espera uma redução tão acentuada quanto as registradas nas duas últimas disputas, em agosto, mas acredita que a queda poderá chegar a R$ 1,50 por megawatt/hora (MWh), para algo em torno de R$ 98 por MWh.
Nos leilões de reserva e A-3 realizados em agosto, os preços médios fecharam em R$ 99,54 e R$ 99,58 por MWh, respectivamente, ante R$ 130,86 no leilão de fontes alternativas de agosto de 2010, segundo a Empresa de Pesquisa Energética (EPE), do governo federal. Segundo Perrelli, que fez palestra hoje na Federação das Associações Comerciais do Rio Grande do Sul (Federasul), “a compressão do preço está chegando ao final”, mas ele entende que a próxima disputa terá condição “favorável” para uma nova redução.
De acordo com o executivo, como o prazo de construção de um parque de geração eólica é bem inferior aos cinco anos, as empresas vencedoras poderão antecipar o início da amortização dos investimentos com a venda da energia gerada no mercado livre até 2016. Conforme a EPE, dos 377 projetos cadastrados para o leilão de dezembro, 296 são eólicos, que também representam por 7,5 mil megawatts (MW) de potência do total inscrita de quase 24,3 mil MW.
Até agora, segundo Perrelli, os preços da energia eólica vêm caindo devido ao maior interesse dos investidores no mercado brasileiro, provocado pela interrupção de projetos na Europa e nos Estados Unidos e pela “ligeira redução” do ritmo de crescimento do setor na China. O câmbio, a confiança em relação ao cumprimento dos contratos de longo prazo no Brasil e o aumento da produção de equipamentos de geração eólica no país também contribuíram para a queda, disse o executivo. De acordo com ele, na época do Programa de Incentivo ás Fontes Alternativas de Energia (Proinfa), lançado em 2002, o MWh foi vendido em média a R$ 298. |
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| Fonte: Valor Econômico |
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